quinta-feira, 9 de abril de 2015

"Soteropaulistana!"

Quando eu era bem pequena, sempre desenhava uma casa, uma família, o sol, nuvens e plantas; lembro muito disso. As crianças têm traços que são refletidos no futuro. 
Queria casar, ter uma família com muitos filhos, de quatro a seis!
Como muitas pessoas, se fosse escrever a respeito da minha vida, seriam muitas histórias e "causos" com vários estágios de tempos: alegrias, tristezas, lutas, dificuldade e  a temível solidão por conta de uma depressão que deu sinais na adolescência e se declarou aos 22 anos de idade. Reflexo de problemas que abalaram meu sistema nervoso até eu encontrar com o Senhor Jesus e ser liberta. Isso fica para outro post, assim me desvio do assunto.
Quando minha mãe se casou com meu pai, vieram morar em São Paulo; depois de um bom tempo, engravidou. E a barriga crescendo... Um dia meu pai perguntou para minha mãe: "Você quer ficar morando aqui, ou quer voltar para Salvador?" Ela quis voltar e eu nasci lá.
Acho tão engraçada certas histórias; as pessoas decidem com uma "facilidade momentânea, vapt-vupt" as suas vidas. Eram jovens e começando a formar uma família mas isso corrompe a maneira que sou, ou pelo menos a que a maturidade me trouxe; penso tanto, oro, fico esperando resposta de Deus...
Bem, nasci em Salvador por vontade dos meus pais mas não era o plano de Deus para minha vida e vejo claramente isso.
Uma vez, aos 14 anos de idade estava a passeio na capital paulista e decidi que aos 18 voltaria para morar (até então, nem estou sabendo do que aconteceu com meus pais). Simplesmente amei São Paulo desde o primeiro instante em que a conheci, foi amor à primeira vista!
O tempo foi passando e aos vinte e poucos aterrizei por aqui com seis malas, uma criança, um coração cheio de esperança, com sonhos e medo do desconhecido, de como seria a minha vida, o que eu iria fazer, aonde iria trabalhar? Medo da depressão porque já tinha passado por maus bocados e não tinha a minha mãe comigo.
Queridos, mas eu tinha duas coisas que me trouxeram até aqui: A primeira era a vontade de Deus. Eu não o conhecia mas Ele "me escolheu antes da fundação do mundo", e estava de olho em mim em todo o tempo; a segunda foi a coragem, essa me sustentou naquele momento de mudança. Foi a guinada da minha vida.
Estou aprendendo a deletar passagens da minha vida que me entristeceram, procuro não ficar pensando para não somatizar, posso garantir com toda certeza que isso não faz bem para ninguém e também não quero falar sobre isso, além de tudo, não quero expor ninguém.
Sabe quando eu vi meu marido pela primeira vez na minha vida? Dois dias após chegar em São Paulo. Olhando para atrás, e vendo minha trajetória por todos esses anos, e o filme passando na minha mente, o Senhor me trouxe até aqui novamente para ficar no lugar que Ele havia reservado para mim, junto com a pessoa que Ele separou para eu estar casada, e vivendo a vida de acordo com a vontade dEle. Aqui o conheci verdadeiramente, e o Seu Reino foi revelado a mim.
Escrevendo isso, me deu um certo remorso, e um sentimento de indignação comigo mesma de quando reclamo alguma coisa, "eita povinho para reclamar é o ser humano", é a natureza... Senhor, me perdoe, te amo. Obrigada pela salvação, pela vida abençoada que o Senhor me proporciona, pela minha família e por ser o que sou porque o Senhor me fez assim.
Casada sou, casada estou para honra e glória do Senhor!
Boa noite com Jesus e Deus abençoe.

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