terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Pompeia VIII

Após a cidade ter submergido, virou ponto preferido dos saqueadores. "A parte de cima de alguns prédio ainda estava visível, e o ladrões atacaram, procurando tudo o que pudesse haver de valioso". diz o historiador Andrew Wallace-Hadrill. Dois séculos depois a cidade já havia sido esquecida - era citada em poucas histórias populares, com o nome de Civitá. Em 1595, o local foi descoberto por acaso durante a construção de um aqueduto. Os trabalhadores depararam com objetos antigos, que foram levados para as cortes de Roma e Florença. No entanto, as escavações mesmo só começaram em 1748, quando especialistas perceberam que aqueles objetos eram da antiga Civitá. Uma placa que dizia que o nome da cidade era Pompéia foi encontrada e a cidade foi rebatizada. Segundo o arqueólogo italiano Salvatore Ciro Nappo, durante a primeira fase as escavações só pretendiam encontrar objetos de arte. Mais tarde, porém, construções inteiras começaram a aparecer. O que mais impressiona até hoje - e causa mais confusão - são os "corpos" das vítimas. Muitos acreditam que aquelas figuras expressivas são os restos dos moradores petrificados. Na verdade, são apenas estátuas, feitas a partir dos moldes deixados pelos corpos de verdade. A avalanche de cinzas e rochas que caíram formou uma espécie de cobertura, que se solidificou. Com o tempo, o material orgânico se decompôs, deixando um espaço oco no meio das rochas. Conforme descobriam as vítimas, os arqueólogos recheavam com gesso esse espaço vazio, conseguindo reproduzir, homens, mulheres, crianças e até animais mortos durante a erupção. Os corpos não estão lá, mas o sofrimento e dramaticidade estão.
Não tão famosas, mas muito mais importantes para a história são os escritos encontrados nas paredes de Pompéia. "Muito do que sabemos sobre Roma, sobretudo acerca da vida cotidiana, deve-se aos grafites e inscrições descobertos em Pompéia", diz Pedro Paulo Funari. Como a visa se extinguiu de uma hora para a outra e tudo permaneceu enterrado, as paredes e inscrições não sofreram degradação nem pelos homens nem pelo tempo. "Os muros da cidade são um grande livro", afirma Pedro Paulo.
Minhas últimas fotos de Pompéia!
Fora da cidade murada
Arrivederci!
Deus abençoe.

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