terça-feira, 13 de agosto de 2013

Balaustrada

Série ou fileiras de balaústres que forma parapeito. Ponto de encontro e desencontros; turistas, desocupados e aposentados; as balaustradas são a cara de Salvador. Conversa no final da tarde, "escritório" de muitos. É só dar um pulinho e... sente-se!
Está aí mais uma coisa que faz parte do cotidiano do baiano.
Caiadas de branco, discretas e próximas do mar, as balaustradas chegaram a Salvador no início do século passado, trazidas por arquitetos italianos responsáveis também por outras construções ainda presentes no cotidiano da cidade, a exemplo do Palácio da Aclamação, do Rio Branco  e Avenida Oceânica.
Frágeis e vulneráveis diante das ondas de modernidade, ainda podem ser encontradas em cinco desenhos diferentes.
Palácio Rio Branco
O Palácio Rio Branco e a Praça Municipal Tomé de Sousa
 Palácio da Aclamação
Há, as que passam quase imperceptíveis, porque se inserem na paisagem harmoniosamente, são as da Praça Castro Alves, que pode ser vista da Cidade Baixa, e a da Praça Municipal, adornada bem ao gosto do estilo eclético. Essas não podem ser destruídas ou alteradas sem a anuência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)  porque estão dentro da poligonal de tombamento do Centro Histórico, protegidas pelo decreto federal nº 25/37.
Praça Municipal
Praça Castro Alves
 Ladeira da Barra
 Na subida da Igreja S. Antônio da Barra (Ladeira da Barra)
No Porto e no Farol, a balaustrada é entorno de monumentos tombados pelo IPHAN e, por isso, estaria protegida legalmente de acordo com o Decreto-lei nº 25/35. Só poderia ser retirada ou adulterada com a anuência do órgão de preservação. Como entorno, não poderia ser suprimida sem a aprovação do IPHAN que no ano passado surpreendeu ao permitir a retirada das pedras portuguesas da área. 
De inspiração romana, a balaustrada se espalhou pelo mundo. No início do século passado, se popularizaram e estão presentes em Nova York, Buenos Aires, Paris, Cairo, Santiago, Miami, Rio de Janeiro e São Paulo. 
Porto da Barra
Seguindo para o Farol
Gente, isso é uma coisa muito velha em Salvador, de geração em geração. Quando a maré está alta, vai "um povo" pular da balaustrada.
Olha a balaustrada! Caiada, perdida no tempo, na história, fazendo moldura dessa linda cidade fortaleza.
Posso dizer como tantas outras pessoas: "Salvador, meu amor Bahia". Apesar da "dor no coração" em lembrar de lá com minhas nem tão doces lembranças, saudade dos que já se foram e não verei mais.
Vida, vida
Passagem, passageira
Céu, mar, terra
Passagem, passageira
Alegria, tristeza, com seus cantos e encantos
Lembranças, marcas, de uma vida passageira...
Vida, sonora e resplandecente
Veloz e fulgaz
Deliciosa de ser vivida na sua essência voraz
(Poema da Donna Gatta no post "Balaustrada")
Olha só que engraçado; o marido me perguntou se eu copiei de Machado de Assis (!?) rsrs brincadeirinha!
 Av. Oceânica
Vista de longe
 Rio Vermelho
 Tem também na subida da colina da igreja do Bonfim em outro desenho  meio quadrado. 
Algumas informações peguei Via www.atarde.uol.com.br
São um charme à parte reservada para os soteropolitanos e seus milhares de visitantes.
Love Balaustrada!
Deus abençoe.

Nenhum comentário: