sexta-feira, 14 de junho de 2013

Parque (Jardim) da Luz I

 Eu vou contar uma coisa para vocês; há tantos anos passando pelo Parque da Luz eu nunca havia entrado, muito menos pensado em entrar. Que coisa não é? rs Como para tudo há um tempo determinado, chegou a vez do lindo parque. Sim, lindo parque, mas lindo é pouco viu? Acredita que eu fiquei feliz em passear por ele com o meu marido? Quando eu gosto de uma coisa...
São 113.400 m2. Originalmente foi criado como Horto Botânico, por uma Ordem Régia da Coroa Portuguesa em 19 de novembro de 1798 e, em 1825 foi aberto ao público como Jardim Público da Luz  tornando-se o primeiro espaço de lazer da população paulistana. Sendo assim,  é o mais antigo parque público da cidade de São Paulo e foi tombado pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico)  em 1981.
Quantas histórias tem esse lugar. Fico imaginando as pessoas andando pelas alamedas do parque naquela época de 1.800 e bolinhas; as mulheres com vestidos longos, os homens com chapéus.
D. Francisca de Bragança, Princesa do Brasil, irmã de D. Pedro II em 1844
Essas aqui em 1794 a 1800
Vamos voltar ao dias de hoje então!
"Apresenta vegetação composta por bosques e jardins implantados com espécies como alecrim-de-campinas, andá-açu e chichá, corticeira, jenipapo, magnólia-branca, manila-copal, oiti, pau-marinheiro, pau-ferro, sapucaia e sol-da-mata.
Destacam-se as alamedas de falsa-figueira-benjamim e de guatambu, além da variedade de gimnospermas, palmeiras e o roseiral. Foram registradas 165 espécies, das quais 10 estão ameaçadas como cabreúva, Cambuci e palmito-juçara".
(Via www.prefeitura.sp.gov.br )
Quanta coisa hein? Mas é por aí mesmo; tanto que muitos estudantes de biologia, gestão ambiental, turismo, geografia e história fazem parte da maioria dos visitantes.
Ilha
Na região central do parque destaca-se o lago em formato de cruz de malta, rodeado por oito belas esculturas que representam as quatro estações do ano. Os coretos, a Casa de Chá e a Casa do Administrador foram totalmente restauradas em parceria com o Monumenta (programa estratégico do Ministério da Cultura. Seu conceito é inovador e procura conjugar recuperação e preservação do patrimônio histórico com desenvolvimento econômico e social) e EMURB (Empresa Municipal de Urbanismo).
 Por ser uma “ilha verde” em meio à urbe, o parque é importante parada para aves florestais que por ali passam, a exemplo do beija-flor-preto, tucano-de-bico-verde, tucano-de-bico-preto e bem-te-vi-pirata. A população de bicho-preguiça que habita o parque desde o final do século XIX é na verdade herança do primeiro e extinto jardim zoológico paulistano.
Entrada da Gruta com Cascata
"Mirante" da Gruta da Cascata

Das 73 espécies identificadas no parque, 67 são aves.
No espelho d’água há registros do cágado-pescoço-de-cobra, de peixes como carpas, tilápias e acarás e, aves, como socó-dorminhoco, irerê, martim-pescador-grande e frango d’água-azul. Rapinantes como o gavião-caboclo e caracará foram avistados. No bosque ocorrem algazarras de periquitos, maracanãs e papagaios, além de pombas silvestres e de diversas espécies de beija-flores e papa-moscas (tiranídeos: pássaros da família do bem-te-vi). 
Em frente a Estação da Luz, do Museu da Língua Portuguesa, fica uma das entradas.
 Vamos passeando pelo parque, há mais coisas para a gente conhecer!
Deus abençoe.

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